Inadimplência do consumidor deve continuar em alta e pode superar 8% até setembro (Italia)

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Segundo o estudo, a estimativa para julho varia entre 7,28% e 7,95%. Para agosto, a média projetada sobe para 7,67%, enquanto setembro deve encerrar com índice de 7,66%. Nos cenários mais pessimistas, entretanto, a inadimplência poderá atingir 8,14% em agosto e chegar a 8,28% em setembro, superando a marca de 8% nas operações com recursos livres.

As projeções foram elaboradas por meio de um modelo econométrico desenvolvido com base em uma série histórica iniciada em outubro de 2016. O método utiliza o comportamento passado da inadimplência para estimar sua evolução nos meses seguintes, considerando padrões estatísticos observados ao longo do tempo.



Embora o cenário-base indique continuidade da deterioração dos indicadores, os pesquisadores avaliam que o comportamento mais recente dos atrasos reduz a probabilidade de que o índice alcance os limites superiores projetados.

Como o resultado de maio mostrou uma desaceleração em relação ao ritmo de crescimento observado anteriormente, a expectativa é que a inadimplência de julho fique mais próxima do piso estimado de 7,28% do que do teto de 7,95%. O levantamento também acompanha a inadimplência total das pessoas físicas, indicador que engloba tanto as operações realizadas com recursos livres quanto aquelas concedidas com recursos direcionados, como financiamentos habitacionais e parte do crédito rural.

Segundo Claudio

Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, os números também apontam estabilidade relativa nesse indicador, embora ainda em patamar elevado. “O dado real de maio de 2026 ficou em 5,62% para atraso e 6,12% para inadimplência. A projeção para julho indica média de 5,58%, com intervalo entre 5,32% e 5,84%, avançando para 5,70% em setembro no cenário médio, com limite superior de 6,12%.” A diferença entre os dois indicadores está na composição da carteira de crédito. Enquanto os recursos livres são contratados em condições definidas pelas instituições financeiras, refletindo mais rapidamente as mudanças nas condições econômicas, o indicador de inadimplência total incorpora também linhas de crédito direcionadas, que costumam apresentar maior previsibilidade e taxas de atraso historicamente menores.

Na avaliação do IBEVAR, o acompanhamento dessas projeções permite antecipar movimentos do mercado de crédito antes da divulgação oficial dos dados pelo Banco Central.



Além de oferecer um retrato da capacidade de pagamento das famílias, a evolução da inadimplência serve como referência para instituições financeiras, empresas do varejo e agentes econômicos que dependem das condições de concessão de crédito para definir estratégias comerciais e de financiamento. O estudo reforça que, apesar da expectativa de avanço gradual dos atrasos, a tendência não indica uma deterioração abrupta da carteira de crédito.

O cenário projetado é de crescimento moderado da inadimplência ao longo do trimestre, mantendo o mercado atento à evolução da atividade econômica, do mercado de trabalho e das condições financeiras das famílias brasileiras. Deixe um comentário O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com Comentário Nome E-mail Outras notícias Indiana ManageEngine afirma que só 14% das empresas têm maturidade para adotar IA Parceria entre RZ3 e Sunbelt amplia acesso de empresas brasileiras ao mercado de M&A; A tecnologia só transforma a saúde quando há médicos muito bem preparados Tensão diplomática com EUA e Argentina eleva preocupação do setor produtivo Leia Mais IPC cria missão empresarial para estimular expansão de empresas no Paraguai Crédito de R$ 2,2 bilhões do BNDES turbina vendas de veículos a 2 meses das eleições Cooperativismo no Brasil cresce 12% e movimenta R$ 848 bilhões neste ano ASSINE NOSSA NEWSLETTER E FIQUE POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO MERCADO Quer receber notícias pelo Whatsapp ou Telegram?

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