Bolsa acumula queda de 3,12% na semana e dólar sobe 1,88% com crise bolsonarista (Italia)

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Já o Ibovespa recuou 0,79%, encerrando o pregão aos 176.948 pontos. No acumulado de maio, a bolsa brasileira já registra perdas de 4,78%. O principal gatilho da deterioração do humor dos investidores foi a repercussão dos áudios e evidências de corrupção envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O episódio provocou forte desconforto entre agentes financeiros porque Flávio vinha sendo tratado por parte relevante do mercado como o nome mais competitivo da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano. A avaliação predominante na Faria Lima é que o escândalo enfraquece a construção de uma candidatura conservadora viável e amplia exponencialmente as chances de reeleição de Lula. O mercado reagiu inicialmente de forma negativa à percepção de fortalecimento político do atual presidente,



sobretudo pelo receio de continuidade da expansão fiscal e de novas medidas de estímulo ao consumo.

Nos bastidores do mercado já começa a surgir uma leitura mais pragmática. Parte dos investidores avalia que, apesar das críticas à política fiscal do governo, um cenário de continuidade política pode trazer previsibilidade institucional e reduzir riscos de ruptura ou radicalização eleitoral. Em relatório divulgado nesta semana, economistas da XP Investimentos afirmaram que o mercado brasileiro atravessa um movimento de “reprecificação política”, em que investidores tentam recalibrar cenários eleitorais após o desgaste da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Segundo os analistas, o aumento da volatilidade foi provocado pela rápida desmontagem de posições que apostavam em uma candidatura resistente da direita em 2026.

Já André

Perfeito, economista-chefe da APCE, avaliou que “o investidor odeia incerteza política mais do que governos previsíveis”. Segundo ele, apesar da reação negativa inicial, a percepção de consolidação eleitoral de Lula tende a reduzir parte da volatilidade no médio prazo, principalmente se o cenário externo colaborar. O estrategista Felipe Miranda, da Empiricus Research, também afirmou o Brasil continua barato em relação a outros mercados emergentes.

Segundo ele, “a bolsa brasileira segue negociando com desconto relevante”, sobretudo em setores ligados a commodities, bancos e consumo doméstico, o que pode favorecer uma recuperação técnica nas próximas semanas. Além do ambiente político doméstico, o avanço do petróleo no exterior também pressionou os ativos brasileiros ao longo da semana. Investidores acompanharam com preocupação o aumento das tensões geopolíticas envolvendo Oriente Médio, Estados Unidos e China, movimento que elevou a aversão global ao risco e reduziu o fluxo para mercados emergentes.

Para a próxima semana,



analistas enxergam possibilidade de recuperação parcial da bolsa brasileira e acomodação do dólar, desde que não surjam novos fatos políticos capazes de ampliar a crise envolvendo Flávio Bolsonaro. A expectativa predominante entre operadores é de que o dólar possa voltar a operar abaixo de R$ 5 caso o fluxo estrangeiro retorne parcialmente para a renda variável brasileira. Ainda assim, o mercado seguirá monitorando três fatores centrais: os desdobramentos políticos do caso Vorcaro-Flávio Bolsonaro, os sinais do governo Lula sobre novas medidas econômicas de estímulo e a trajetória dos juros americanos.

A combinação entre política doméstica, cenário eleitoral antecipado e tensão geopolítica deve manter os investidores em estado de atenção elevada nas próximas semanas. Deixe um comentário O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com Comentário Nome E-mail Outras notícias Indiana ManageEngine afirma que só 14% das empresas têm maturidade para adotar IA Parceria entre RZ3 e Sunbelt amplia acesso de empresas brasileiras ao mercado de M&A; A tecnologia só transforma a saúde quando há médicos muito bem preparados Tensão diplomática com EUA e Argentina eleva preocupação do setor produtivo Leia Mais IPC cria missão empresarial para estimular expansão de empresas no Paraguai Crédito de R$ 2,2 bilhões do BNDES turbina vendas de veículos a 2 meses das eleições Cooperativismo no Brasil cresce 12% e movimenta R$ 848 bilhões neste ano ASSINE NOSSA NEWSLETTER E FIQUE POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO MERCADO Quer receber notícias pelo Whatsapp ou Telegram?

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